sexta-feira, 15 de maio de 2009

ATENÇÃO!!!

Parece óbvio, mas para muitos não. Senhores bispos e padres , não é permitido MISTURAR liturgias . Por exemplo seguir normas do rito tridentino na missa NOVA de Paulo VI. Ou seguir normas bizantinas (como o sinal da cruz oriental) na missa NOVA ou o contrário.
Devemos ser éticos também na aplicação da liturgia. O tempo de transição ja passou, não é possivel que depois de 40 anos ainda encontramos padres misturando "as bolas" por ai, até mesmo padres jovens com menos de 5 anos de ordenado, misturando tudo!
Se quiser fazer ritual de aspergues(na missa) de pluvial e entrar na missa de pluvial que vá para uma missa maronita ou tridentina. colocar o incenso e proferir a oração do arcanjo gabriel , fazer sinal da cruz "aos montes", na missa NOVA , não é correto e nem ético. Isso não é ser tradicional é ser desobediente a prescrição do rito em si.
NÃO PODE MISTURAR RITO TRIDENTINO COM O DE PAULO VI

Inclinações do sacerdote na Missa Nova (Paulo VI)

missa solene ( Paulo VI)
Pouco observamos os padres se inclinarem principalmente ao repetir as palavras do Cristo na consagração eucarística. Vejamos o que diz o MISSAL ROMANO de Paulo VI.
O padre se inclina :
No ofertório após o padre colocar o calice sobre o corporal:
original: Postea sacerdos, profunde inclinatus , dicit secreto

tradução: O sacerdote depois, profundamente inclinado , diz de modo discreto(voz baixa) ...


Na consagração, do pão e do vinho:
Ele tomou o pão, deu graças e o partiu e deu aos seus disicpulos, dizendo...


neste momento a rubrica do missal romano indica ao celebrante:
se inclinat (original em latim)
tradução: se inclina

Tomai todos e comei ...
Tomai todos e bebei ...

quarta-feira, 13 de maio de 2009

Missa em rito maronita na Assembleia Geral da CNBB 2009


Foi realizada uma missa em rito oriental maronita na 47ª Assembléia Geral da CNBB em Itaíci - SP. Foi presidida pelo Eparca e Arcebispo titular da Igreja Maronita Aramaica Católica e bispos co celebrantes de rito latino de descedência libanesa como Dom Rifan, alem de dois bispos ucranianos católicos do Brasil. Todos paramentos seguindo as normas rituais do rito oriental sirio-maronita. Com exceção dos dois bispos ucranianos que se faziam presentes com seus paramentos bizantino- ucranianos.


O bispo maronita em sua homilia fez questão de salientar aos senhores bispos do Brasil, que a Igreja Oriental Maronita foi a única Igreja Católica das 21 existentes , incluindo a Ocidental (CAtólica Romana) que nunca se dividiu e sempre ficou unida ao Bispo de Roma , o Papa.
A Igreja Católica Maronita, tem como característica o uso de um lenço negro na cabeça pelos seus bispos(tradição síria antioquena ), principalmente durante a celebração da santa Missa, do uso do pluvial pelos seus sacerdotes e bispos durante toda a missa e da consagração feita em língua sirio-aramaica (língua que Jesus falava ).
A Igreja Maronita, tem origem na Igreja de Antioquia, fundada pelo Apóstolo S. Pedro, antes de ir a Roma e fundar a Igreja Romana.
Veja na integra o pronunciamento do Eparca Maronita do Brasil :
Explicação sobre a Igreja maronita :


Parte da Santa Missa:



terça-feira, 12 de maio de 2009

O uso da cruz


As normas atuais sobre o uso da cruz para a celebração da missa. São retiradas da Instrução Geral do missal e do Cerimonial dos bispos. Creio que após ler este artigo, verá que em vossa paróquia existe algum erro no uso do crucifixo.




IGMR, 117 : "“(...)Haja também sobre (= pela superfície de (o)) o altar ou em torno dele(= ao lado), uma cruz com a imagem do Cristo crucificado.(...)”
IGMR 308: "Haja também sobre (acima de... ) ou perto dele uma cruz com a imagem do Cristo crucificado que seja bem visível para o povo reunido.( durante a missa) . convém que tal cruz (a do crucificado) ... permaneça junto do altar fora das celebrações litúrgicas".



IGMR, 122: " “A cruz, ornada com a imagem do Cristo crucificado trazida eventualmente na procissão, pode ser colocada junto ao altar, de modo que se torna a cruz do altar, que deve ser uma só; caso contrário, ela será guardada em lugar adequado; os castiçais são colocados sobre o altar ou junto dele; o Evangeliário seja colocado sobre o altar”.
Cerimonial dos Bispos, 129: "“É de louvar que a cruz processional fique erguida junto do altar, de modo a ser a própria cruz do altar, aliás, será retirada".



Quando se fala" Altar", se fala da superficie onde é realizado o Santo Sacrificio e não o conjunto arquitetônico sacro onde fica o padre.

Ou seja que seja intalado um crucifixo virado aos fieis durante de depois da missa.
No tocante as normas vistas, fica entendido que durante a missa deve ter um crucifixo virado aos fieis e outro perto ou sobre (encima da superficie) do altar ( local que onde esta sendo feito o Santo Sacrificio).
________________________________
As numerações citadas são da Instrução Geral do missal - Edição 2002 (última revisão feita ao missal Romano de Paulo VI , por João Paulo II). Já vigente mesmo sem ter iniciado a venda desta tradução para o português do Brasil. Mas a IGMR 2002 ja foi traduzido pela CNBB e aprovada pela Santa Sé em 2005.

quinta-feira, 30 de abril de 2009

Uso das velas na Missa

"...Coloquem-se , em qualquer celebração, ao menos (no mínimo) dois cartiças com velas acessas..."(IGMR, 117) E não só um, como alguns padres afirmam por ai.


Missa de Ordenação

Missa Pontifical , com todas as velas requeridas pela instrução do Missal romano para "Missa Pontifical " (Missa Solene com o Bispo). Assim diz o missal:

"... Quando celebrar o bispo diocesano, coloque-se sete cartiças..." (IGMR 117)


Se ultiliza 2 cartiçais acessos para a proclamação do evangelho. Tendo o círio pascal acesso proximo do ambão esses cartiças deverão ser substituídos pelo círio acesso.
"Toma o evangeliário ... precedido dos ministros leigos, que podem levar o turibulo e os CARTIÇAIS , dirigindo-se ao ambão..." (IGMR, 133)

sexta-feira, 24 de abril de 2009

Acolhida ao bispo (rito bizantino)


Rito de Acolhida:


Ao chegar no portão da igreja, soando os sinos, o bispo é escoltado pelos acólitos portando os estandartes até o pórtico da mesma.
  1. No pórtico, o Bispo é saudado pelo presidente da paróquia, presidente da irmandade feminina, jovens e outras organizações que existirem na paróquia com o tradicional pão, sal e flores.

  2. Na entrada da igreja, os subdiáconos paramentam o bispo com o mandías (manto episcopal) e lhe entregam o báculo episcopal.


  3. Na porta da igreja o pároco e os demais concelebrantes já paramentados, saúdam o bispo com a cruz bênção e água benta.

  4. As portas do Iconostásio devem estar abertas. O bispo beija a cruz e todo o clero beija a mesma, já nas mãos do bispo).
  5. O bispo asperge o clero e os presentes. O diácono proclama: "Sabedoria!", e o coro canta o hino à Virgem Maria ("Em verdade é justo..."), repetindo-o até que termine a paramentação.


  6. Segue-se o cortejo até o tetrapódio (altar antes do Iconostásio). Ao mesmo tempo o diácono, incensando o bispo, recita em voz alta as orações: "Rei Celestial...", "Triságion", "Glória...", "Santíssima Trindade...", "Pai Nosso", Orações Penitenciais, Orações diante dos ícones, etc. Enquanto isso, o bispo, com devoção, reverencia os ícones do tetrapódio e do Iconostácio, entra no santuário, prostra-se diante do altar e volta ao ambão (proclamatório), de onde abençoa o povo. Neste momento, o coro canta "Js póla éti, Déspota!" (ou "Sua excelência viva por muitos anos!"). O clero permanece diante do tetrapódio.


  7. Paramentação do bispo diante do Tetrapódion:
    Diante do tetrapódion colocam-se a águia episcopal, sob a cátedra e o trono.


  8. Os subdiáconos paramentam o bispo com os paramentos devidos, enquanto o diácono recita (em voz alta) as orações da paramentação, peça por peça. O coro canta a oração da túnica («Minha alma exulta no Senhor...») ou o Hino à Virgem Maria. Ao terminar a paramentação, os subdiáconos lavam as mãos do bispo (enquanto o diácono recita a Oração do Lavabo) e lhe entregam o dikírion e o trikírion.


  9. O diácono proclama: «Que assim brilhe a Tua luz diante dos homens, para que eles vejam as Tuas boas obras e glorifiquem a Ti: Pai. Filho e Espírito Santo. agora e sempre, e por todos os séculos dos séculos!» O coro responde: «Amém!», e canta o hino «Ton despótin...»


  10. O diácono, tomando a bênção do bispo, incensa o santuário, o clero, e os fiéis. O bispo abençoa o pároco, que inicia a Divina Liturgia(Santa Missa).

Rito de Acolhida ao Bispo

Acolher o bispo numa cerimônia antes da Santa Missa, é uma tradição da Igreja. O atual Cerimonial ainda cita tal rito e algumas normas para ele.


O rito consiste :

1. receber o bispo proximo ao carro em que chega,

2. o cerimoniário ou o paroco o comprimenta beijando o anel episcopal (ou a mão) , o mesmo convida o bispo a derigir-se a porta da catedral ou matriz paroquial,
3. ao chegar na igreja, é recebido por um "clérigo categorizado"(como ensina o Cerimonial dos bispos), onde esse lhe entrega um crucifixo para ele beijar e entrega a caldeira de água benta,
4. o bispo entra e aspergue a todos,
5. segue em direção ao santíssimo ,

6. e por fim faz uma pequena saudação aos fieis do que irá realizar por diante.

7. o bispo se dirige a sacristia, onde todos já deverão está paramentados, 2 diáconos ajuda-o a se paramentar .

À entrada do Bispo na igreja, o clérigo mais categorizado daIgreja oferece-lhe a água benta, se for caso disso, entregando-lhe a caldeira. O Bispo asperge-se a si mesmo e aos que o acompanham, e depoisdevolve a caldeira.
(Cerimonial dos bispos, 111)

Dirige--se, para o lugar onde se guarda o Santíssimo Sacra­mento e ai faz uma breve oração; finalmente, vai para o vestiário.(Cerimonial dos Bispos, 79).
Exemplo nestes dois videos:




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