domingo, 17 de maio de 2009

O uso da mitra (Missa Pontifical- Paulo VI)



O uso da Mitra:

A mitra, que será uma só na mesma ação litúrgica, simples ou ornamentada de acordo com a celebração, é habitualmente usada pelo Bispo:

1. Quando está sentado;
2. Quando faz a homilia;
3. Quando faz as sauda­ções,
4. As alocuções e os avisos, a não ser que logo a seguir tenha de tirar a mitra; quando abençoa solenemente o povo; quando executa gestos sacramentais; quando vai às procissões.

O Bispo não usa a mitra:

1. Nas preces introdutórias;
2. Nas orações; na Oração Universal;
3. Na Oração Eucarística;
4. Durante a leitura do Evange­lho;
5. Nos hinos, quando estes são cantados de pé;
6. Nas procissões em que se leva o Santíssimo Sacramento ou as relíquias da Santa Cruz do Senhor; diante do Santíssimo Sacramento exposto.


O Bispo pode prescindir da mitra e do báculo quando se desloca dum lugar para outro, se o espaço entre os dois for pequeno.
Quanto ao uso da mitra na administração dos sacramentos e dos sacramentais, observe-se, além disso, o que adiante vai indicado nos res­pectivos lugares.
(Cerimonial dos bispos, 60)

" O Bispo, ao chegar junto do altar, entrega o báculo ao ministro, depõe a mitra, e faz inclinação profunda ao altar, ao mesmo tempo que os diáconos e os outros ministros que o acompanham.Depois, sobe ao altar e beija-o, juntamente com os diáconos." (Cerimonial dos bispos, 131)

O uso do Báculo:

O Bispo usa o báculo, como sinal do seu múnus pastoral. Aliás, qualquer. Bispo que celebre solenemente o pode usar, com o consentimento do Bispo do lugar. Quando estiverem vários Bispos presentes na mesma celebração, só o Bispo que preside usa o báculo.

Com a parte recurvada voltada para o povo, ou seja, para frente, o Bispo usa habitualmente o báculo na procissão, para ouvir a leitura do Evangelho e fazer a homilia, para receber os votos, as promessas ou a profissão de fé; e finalmente para abençoar as pessoas, salvo se tiver de fazer a imposição das mãos. (Cerimonial dos bispos, 59)

sexta-feira, 15 de maio de 2009

ATENÇÃO!!!

Parece óbvio, mas para muitos não. Senhores bispos e padres , não é permitido MISTURAR liturgias . Por exemplo seguir normas do rito tridentino na missa NOVA de Paulo VI. Ou seguir normas bizantinas (como o sinal da cruz oriental) na missa NOVA ou o contrário.
Devemos ser éticos também na aplicação da liturgia. O tempo de transição ja passou, não é possivel que depois de 40 anos ainda encontramos padres misturando "as bolas" por ai, até mesmo padres jovens com menos de 5 anos de ordenado, misturando tudo!
Se quiser fazer ritual de aspergues(na missa) de pluvial e entrar na missa de pluvial que vá para uma missa maronita ou tridentina. colocar o incenso e proferir a oração do arcanjo gabriel , fazer sinal da cruz "aos montes", na missa NOVA , não é correto e nem ético. Isso não é ser tradicional é ser desobediente a prescrição do rito em si.
NÃO PODE MISTURAR RITO TRIDENTINO COM O DE PAULO VI

Inclinações do sacerdote na Missa Nova (Paulo VI)

missa solene ( Paulo VI)
Pouco observamos os padres se inclinarem principalmente ao repetir as palavras do Cristo na consagração eucarística. Vejamos o que diz o MISSAL ROMANO de Paulo VI.
O padre se inclina :
No ofertório após o padre colocar o calice sobre o corporal:
original: Postea sacerdos, profunde inclinatus , dicit secreto

tradução: O sacerdote depois, profundamente inclinado , diz de modo discreto(voz baixa) ...


Na consagração, do pão e do vinho:
Ele tomou o pão, deu graças e o partiu e deu aos seus disicpulos, dizendo...


neste momento a rubrica do missal romano indica ao celebrante:
se inclinat (original em latim)
tradução: se inclina

Tomai todos e comei ...
Tomai todos e bebei ...

quarta-feira, 13 de maio de 2009

Missa em rito maronita na Assembleia Geral da CNBB 2009


Foi realizada uma missa em rito oriental maronita na 47ª Assembléia Geral da CNBB em Itaíci - SP. Foi presidida pelo Eparca e Arcebispo titular da Igreja Maronita Aramaica Católica e bispos co celebrantes de rito latino de descedência libanesa como Dom Rifan, alem de dois bispos ucranianos católicos do Brasil. Todos paramentos seguindo as normas rituais do rito oriental sirio-maronita. Com exceção dos dois bispos ucranianos que se faziam presentes com seus paramentos bizantino- ucranianos.


O bispo maronita em sua homilia fez questão de salientar aos senhores bispos do Brasil, que a Igreja Oriental Maronita foi a única Igreja Católica das 21 existentes , incluindo a Ocidental (CAtólica Romana) que nunca se dividiu e sempre ficou unida ao Bispo de Roma , o Papa.
A Igreja Católica Maronita, tem como característica o uso de um lenço negro na cabeça pelos seus bispos(tradição síria antioquena ), principalmente durante a celebração da santa Missa, do uso do pluvial pelos seus sacerdotes e bispos durante toda a missa e da consagração feita em língua sirio-aramaica (língua que Jesus falava ).
A Igreja Maronita, tem origem na Igreja de Antioquia, fundada pelo Apóstolo S. Pedro, antes de ir a Roma e fundar a Igreja Romana.
Veja na integra o pronunciamento do Eparca Maronita do Brasil :
Explicação sobre a Igreja maronita :


Parte da Santa Missa:



terça-feira, 12 de maio de 2009

O uso da cruz


As normas atuais sobre o uso da cruz para a celebração da missa. São retiradas da Instrução Geral do missal e do Cerimonial dos bispos. Creio que após ler este artigo, verá que em vossa paróquia existe algum erro no uso do crucifixo.




IGMR, 117 : "“(...)Haja também sobre (= pela superfície de (o)) o altar ou em torno dele(= ao lado), uma cruz com a imagem do Cristo crucificado.(...)”
IGMR 308: "Haja também sobre (acima de... ) ou perto dele uma cruz com a imagem do Cristo crucificado que seja bem visível para o povo reunido.( durante a missa) . convém que tal cruz (a do crucificado) ... permaneça junto do altar fora das celebrações litúrgicas".



IGMR, 122: " “A cruz, ornada com a imagem do Cristo crucificado trazida eventualmente na procissão, pode ser colocada junto ao altar, de modo que se torna a cruz do altar, que deve ser uma só; caso contrário, ela será guardada em lugar adequado; os castiçais são colocados sobre o altar ou junto dele; o Evangeliário seja colocado sobre o altar”.
Cerimonial dos Bispos, 129: "“É de louvar que a cruz processional fique erguida junto do altar, de modo a ser a própria cruz do altar, aliás, será retirada".



Quando se fala" Altar", se fala da superficie onde é realizado o Santo Sacrificio e não o conjunto arquitetônico sacro onde fica o padre.

Ou seja que seja intalado um crucifixo virado aos fieis durante de depois da missa.
No tocante as normas vistas, fica entendido que durante a missa deve ter um crucifixo virado aos fieis e outro perto ou sobre (encima da superficie) do altar ( local que onde esta sendo feito o Santo Sacrificio).
________________________________
As numerações citadas são da Instrução Geral do missal - Edição 2002 (última revisão feita ao missal Romano de Paulo VI , por João Paulo II). Já vigente mesmo sem ter iniciado a venda desta tradução para o português do Brasil. Mas a IGMR 2002 ja foi traduzido pela CNBB e aprovada pela Santa Sé em 2005.

quinta-feira, 30 de abril de 2009

Uso das velas na Missa

"...Coloquem-se , em qualquer celebração, ao menos (no mínimo) dois cartiças com velas acessas..."(IGMR, 117) E não só um, como alguns padres afirmam por ai.


Missa de Ordenação

Missa Pontifical , com todas as velas requeridas pela instrução do Missal romano para "Missa Pontifical " (Missa Solene com o Bispo). Assim diz o missal:

"... Quando celebrar o bispo diocesano, coloque-se sete cartiças..." (IGMR 117)


Se ultiliza 2 cartiçais acessos para a proclamação do evangelho. Tendo o círio pascal acesso proximo do ambão esses cartiças deverão ser substituídos pelo círio acesso.
"Toma o evangeliário ... precedido dos ministros leigos, que podem levar o turibulo e os CARTIÇAIS , dirigindo-se ao ambão..." (IGMR, 133)

sexta-feira, 24 de abril de 2009

Acolhida ao bispo (rito bizantino)


Rito de Acolhida:


Ao chegar no portão da igreja, soando os sinos, o bispo é escoltado pelos acólitos portando os estandartes até o pórtico da mesma.
  1. No pórtico, o Bispo é saudado pelo presidente da paróquia, presidente da irmandade feminina, jovens e outras organizações que existirem na paróquia com o tradicional pão, sal e flores.

  2. Na entrada da igreja, os subdiáconos paramentam o bispo com o mandías (manto episcopal) e lhe entregam o báculo episcopal.


  3. Na porta da igreja o pároco e os demais concelebrantes já paramentados, saúdam o bispo com a cruz bênção e água benta.

  4. As portas do Iconostásio devem estar abertas. O bispo beija a cruz e todo o clero beija a mesma, já nas mãos do bispo).
  5. O bispo asperge o clero e os presentes. O diácono proclama: "Sabedoria!", e o coro canta o hino à Virgem Maria ("Em verdade é justo..."), repetindo-o até que termine a paramentação.


  6. Segue-se o cortejo até o tetrapódio (altar antes do Iconostásio). Ao mesmo tempo o diácono, incensando o bispo, recita em voz alta as orações: "Rei Celestial...", "Triságion", "Glória...", "Santíssima Trindade...", "Pai Nosso", Orações Penitenciais, Orações diante dos ícones, etc. Enquanto isso, o bispo, com devoção, reverencia os ícones do tetrapódio e do Iconostácio, entra no santuário, prostra-se diante do altar e volta ao ambão (proclamatório), de onde abençoa o povo. Neste momento, o coro canta "Js póla éti, Déspota!" (ou "Sua excelência viva por muitos anos!"). O clero permanece diante do tetrapódio.


  7. Paramentação do bispo diante do Tetrapódion:
    Diante do tetrapódion colocam-se a águia episcopal, sob a cátedra e o trono.


  8. Os subdiáconos paramentam o bispo com os paramentos devidos, enquanto o diácono recita (em voz alta) as orações da paramentação, peça por peça. O coro canta a oração da túnica («Minha alma exulta no Senhor...») ou o Hino à Virgem Maria. Ao terminar a paramentação, os subdiáconos lavam as mãos do bispo (enquanto o diácono recita a Oração do Lavabo) e lhe entregam o dikírion e o trikírion.


  9. O diácono proclama: «Que assim brilhe a Tua luz diante dos homens, para que eles vejam as Tuas boas obras e glorifiquem a Ti: Pai. Filho e Espírito Santo. agora e sempre, e por todos os séculos dos séculos!» O coro responde: «Amém!», e canta o hino «Ton despótin...»


  10. O diácono, tomando a bênção do bispo, incensa o santuário, o clero, e os fiéis. O bispo abençoa o pároco, que inicia a Divina Liturgia(Santa Missa).

Rito de Acolhida ao Bispo

Acolher o bispo numa cerimônia antes da Santa Missa, é uma tradição da Igreja. O atual Cerimonial ainda cita tal rito e algumas normas para ele.


O rito consiste :

1. receber o bispo proximo ao carro em que chega,

2. o cerimoniário ou o paroco o comprimenta beijando o anel episcopal (ou a mão) , o mesmo convida o bispo a derigir-se a porta da catedral ou matriz paroquial,
3. ao chegar na igreja, é recebido por um "clérigo categorizado"(como ensina o Cerimonial dos bispos), onde esse lhe entrega um crucifixo para ele beijar e entrega a caldeira de água benta,
4. o bispo entra e aspergue a todos,
5. segue em direção ao santíssimo ,

6. e por fim faz uma pequena saudação aos fieis do que irá realizar por diante.

7. o bispo se dirige a sacristia, onde todos já deverão está paramentados, 2 diáconos ajuda-o a se paramentar .

À entrada do Bispo na igreja, o clérigo mais categorizado daIgreja oferece-lhe a água benta, se for caso disso, entregando-lhe a caldeira. O Bispo asperge-se a si mesmo e aos que o acompanham, e depoisdevolve a caldeira.
(Cerimonial dos bispos, 111)

Dirige--se, para o lugar onde se guarda o Santíssimo Sacra­mento e ai faz uma breve oração; finalmente, vai para o vestiário.(Cerimonial dos Bispos, 79).
Exemplo nestes dois videos:




terça-feira, 21 de abril de 2009

O uso da Casula


O USO DA CASULA

Entramos numa questão problemática na liturgia romana de Paulo VI. Desde 1970 que se cria uma aversão ao uso da casula por parte de grupos de sacerdotes em sua maioria de congregações religiosas. Listo três possiveis motivos, pelo qual, eles não usam a Casula:
1. Rebeldia as leis da Igreja (alimentados pela Teologia da Libertação),
2. Por não conhecer as normas que obrigam o uso da casula na presidência da Santa Missa( e falta de interesse em aprender ou revisar o que aprendeu no curso de teologia),
3. Por causa do calor . (o que não é aceito, pois existe tecidos finos e leves).

Alguns padres inventam normas que não existem para o uso da casula, a saber:

1. Só se usa em solenidades,
2. Só se usa na igreja matriz,
3. Só se usa em festas da Paróquia.


Mas realmente o que a Igreja Católica Romana ensina sobre o uso da casula?
Ela determina em seus livros de liturgia oficiais que:

Para o sacerdote:

alva(ou túnica),estola e casula ou planeta*(IGMR 119),

Os concelebrantes vestem, na secretaria ou noutro lugar adequado, os paramentos que usam normalmente ao celebrarem a missa. Se houver motivo justo, como, por exemplo, grande número de concelebrantes e escassez de paramentos, podem os concelebrantes, exceto sempre o celebrante principal, dispensar a casula ou planeta, e usar apenas a estola sobre a alva.”
(IGMR, 209)

A veste própria do sacerdote celebrante, tanto na missa como em outras ações sagradas em conexão direta com ela, é a casula ou planeta* sobre a alva e a estola.(IGMR, 337),

(*)é o formato da casula mais aberta e comprida.
IGMR = Instrução Geral do Missal Romano

Ou seja, para presidir a Santa Missa, o padre ou bispo é obrigado a usar casula, seja essa missa até mesmo privada a comunidade religiosa ou seminaristica.
Alguns padres religiosos até mesmo não usam a Alva. Preferem transformar o habito religioso como se fosse uma alva e usar a estola por cima da mesma. O que é proibido! E eles devem saber disto né? na verdade estudaram muito 7, 8 ,10 anos . Mas uma coisa é estudar, aprender ! outra é colocar em prática e aceita-las.
Não precisa andar muito para ver padres celebrando só de túnica e estola nas igrejas ou ainda pior sem ao menos a túnica só de habito franciscano, capuchinho, beneditino ou redentorista e a estola por cima!
No Brasil existe um indulto conseguido pel CNBB na década de 1970. Onde permite que o padre celebre sem a casula FORA da igreja , podendo usar também um misto de alva e casula. Mas mesmo assim é uma opção e outra , creio que ao ler esse indulto muitos entenderam que poderiam ser aplicado para dentro das igrejas.
Alguns podem ate protestar, falando que tudo isso é "legalismo" ou "tradicionalismo". Mas eu digo que tudo isso é amor ao que ensina o Missal Romano, amor aos detalhes litúrgicos e a Igreja!
Senhores padres e bispos , ainda é tempo de mudar e seguir o que manda o Missal e a Igreja!
Por fim,
Está reprovado o uso de celebrar, ou até concelebrar, só com a estola em cima da cógula monástica (Sagrada Congregação para o Culto Divino e a Disciplina dos Sacramentos. Instrução Liturgicae Instaurationes, 8 c) (nota do autor:., hábito religioso), em cima da batina ou do traje civil.

O sacerdote deve estar lembrado de que ele é servidor da sagrada liturgia e de que NÃO lhe é permitido, por própria conta, acrescentar, tirar ou mesmo mudar qualquer coisa na celebração da missa. (Sacrosanctum Concilium, 22 / Instrução Geral do Missal romano (Edição 2002) , 24 )

O uso do traje clerical


O uso do traje clerical, se destina primeiramente como um distintivo ou mesmo farda do clérigo. Assim é para o médico o jaleco branco e como é para o militar a farda militar. A outra função do traje clerical é de se destacar do meio dos leigos, indicando a eles que é um clérigo.

Muitos são contra ao uso a batina, hábito religioso ou do colarinho clerical. Quem não aceita essa diferenciação do clérigo e do leigo são os sacerdotes e religiosos que seguem a Teologia da Libertação. Um famoso padre palestrante do Brasil declarou certa vez num congresso para seminaristas em Fortaleza em 2007 :
"Eles (os seguidores da Teologia da Libertação) preferem abraçar o diabo do que um padre de batina... eles tem pavor de ver um padre de batina. "

Muitos também pensam que após o Concílio Vaticano II, o uso da batina e do colarinho clerical(clerygman) foi abolido ou mesmo se tornado opcional.

Hoje em dia tem padre que se veste mais laical do que o próprio leigo! Até mesmo de modo sensual. Tem leigo mais padre que muito padre por ai, e a nova geração de seminaristas estão mais interessados em batina e paramentos do que os que já são padres.

Está havendo uma inversão de papeis, leigo mais padre do que o padre e padre mais leigo do que o leigo. Se deve ter o mínimo de zelo e usar o "distintivo clerical" no uso do oficio litúrgico e nas funções sacerdotais.

O uso do colarinho clerical e da batina ainda é lei na Igreja Católica Romana (Latina) assim afirma o Código de Direito Canônico.

Vejamos:

1) Direito Canônico, número 284 que determina: “Os clérigos usem hábito eclesiástico conveniente, de acordo com as normas dadas pelas conferências dos Bispos e com os legítimos costumes locais.”
Nota de rodapé do cânone 284: Após entendimentos laboriosos com a Santa Sé, ficou determinado que os clérigos usem, no Brasil, um traje eclesiástico digno e simples, de preferência o “clergyman”(camisa clerical) ou “batina”.(Legislação Complementar da CNBB contida na versão brasileira do Código Canônico).
Cân. 669 - § 1º. Os religiosos usem o hábito do instituto confeccionado de acordo com o direito próprio, como sinal de consagração e como testemunho de pobreza. § 2º. Os religiosos clérigos de instituto que não tem hábito próprio usem a veste clerical de acordo com o cân. 284.

“O uso do traje eclesiástico é, pois, sinal de consagração” (Papa Paulo VI - Exortação Apostólica Evangelica Testificatio, 22)

Existe visivilmente uma nova cultura ou campanha contra ao uso de alguma veste que identifique o padre em locais fora dos templos e conventos. O motivo disso, deixo para cada um analisar.

Em visita a um seminário religioso me deparei com um retrato junto ao do Papa Bento XVI , de um homem de terno e gravata. Perguntei ao seminarista que estava proximo, de quem se tratava. O mesmo me disse que era a foto oficial do Provincial-Geral da congregação no qual pertencia o seminário. Antes dessa informação, acreditei se tratar de um deputado, advogado, empresário que tinha ajudado em alguma reforma no seminário.

Um amigo padre meu, em visita ao santuário de Fatima em Portugal, observou muitos padres trajados de terno e gravata. Será um novo distintivo dos padres da Igreja Católica? Até onde eu sei esse é um traje civil e dos pastores protestantes.

O Uso da Pluvial



Procissão e benção dos ramos



A pluvial também conhecida como "Capa d'asperges" ou mesmo "capa pluvial". É um paramento usado pelos padres do rito romano e o síriaco(maronita por exemplo) para diversos rituais.




No rito romano novo (Paulo VI):


"A capa ou pluvial é usada pelo sacerdote nas procissões e outras ações sacras, conforme as rubricas de cada rito".(Instrução Geral do Missal Romano, 341)


Se usa a pluvial fora da liturgia da Santa Missa. E em determinados rituais que oferecem seu uso em alguns sacramentos e sacramentais. Numa procissão se o padre estiver munido de pluvial ele deve finalizar a procissão e em seguida ir a sacristia paramentar-se com as vestes proprias para a santa Missa.

"O pluvial, ou capa de asperges, é usado pelo sacerdote nas acções sagradas solenes fora da Missa, nas procissões e outros atos sagrados, segundo as rubricas próprias de cada rito."(Cerimonial dos bispos, 66)Uso em Sacramentos e Sacramentais fora da missa

O pluvial pode ser usado ainda em todos os sacramentos e sacramentais celebrados fora da missa, em alguns casos é obrigatório (segundo as rubricas de cada celebração). Para cada celebração uma cor específica, algumas da cor do tempo outras da cor referente ao sacramento/sacramental, a seguir destacamos alguns:

  • Instituição de Acólitos e Leitores fora da missa;
  • Colocação da pedra fundamental na construção de Igreja;
  • Batismo, Crisma, Casamentos e Unção dos Enfermos fora da missa;
  • Assembleias quaresmais;
  • Celebração comunitária de penitência, com ou sem sacramento da confissão;
  • Funerais;
  • Para bênçãos (de pia batismal, de nova cruz de cemitério);
  • Celebração da Palavra.





E no rito de asperges na santa missa (Paulo VI). Pode-se usar a pluvial?



Como foi visto explicitamente em duas citações de dois livros oficiais da Igreja Latina a respeito da liturgia. Aprendemos que isso não é possivel!


Para o rito de asperges na missa que substitui o Ato Penitencial que e é utilizado no início da Missa. Deve ser feito pelo sacerdote paramentado de casula, como esta foto do Papa Bento XVI :





Também é permitido no rito novo romano, usar a pluvial nas orações das Vesperas , como vemos o exemplo do Papa nesta foto:

Uso em procissões dentro da missa
Um dos usos do pluvial permitidos durante a celebração da missa em certas ocasiões especiais como descreve a rubrica no Missal Romano :
  • Solenidade de domingo de Ramos;
  • Início da Celebração da Vigília Pascal;
  • Solenidade de Corpus Christi;
  • Solenidade da festa da Apresentação do Senhor
Nestas solenidades , o sacerdote inicia a celebração fora da igreja onde se celebra, com pluvial, este é usado durante toda a procissão, para a incensação do altar no momento que chega. Só então o sacerdote, retirando o pluvial reveste-se com a casula.

E no caso de Corpus Christi, celebra a missa toda usando casula, a depõe e reveste-se com o pluvial para a procissão. Nestas solenidades, o pluvial é da cor da missa que se celebra (na falta de um pluvial desta cor, usa-se branco).



Rito Romano antigo (Tridentino ou S. Pio V):

É permitido usar a pluvial na liturgia da missa, tanto na procissão de entrada como no rito de asperges e quando o padre acompanha o celebrante e fica ao seu lado toda a liturgia ou proximo.



Exemplo:


Rito de Asperges (ato penitencial) na Missa Tridentina:

Video do rito de asperges no antigo rito romano (Tridentino):



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