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domingo, 12 de abril de 2009

Domingo de Páscoa
















Πάσχα

DOMINGO DE PÁSCOA

A Páscoa é um dia na Igreja de Cristo, onde se comemora a ressurreição de Cristo. É uma festa móvel. É considerada a maior de todas as festas cristãs e ocupa um lugar central no ano litúrgico. Liturgicamente, a celebração da ressurreição de Cristo continua por um período de cinquenta dias, isto é, do domingo de Páscoa até a festa de Pentecostes.

A data da páscoa pode ser diferente em determinadas regiões, pois alguns locais utilizam o calendário Juliano, instituído em 46 a.C. por Júlio César, e em outros locais utilizam o calendário gregoriano, estabelecido em 1582, reconhecido na maior parte do mundo em substituição ao calendário Juliano. Tais calendários se diferem pelo fato do gregoriano omitir dez dias e corrigir a medição do ano solar.

Ficou determinado pelo Concílio de nicéia no ano 325 d. C que a Páscoa seria comemorada no primeiro domingo após a primeira Lua cheia da Primavera que no Hemisfério Sul seria a primeira lua cheia do Outono. Desta forma o dia da Páscoa sempre acontece entre o dia 25 de março e 25 de Abril de qualquer ano.

A Páscoa deixa de ser a celebração vinculada a libertação dos Judeus e passa a ser a comemoração sobre a libertação do homem do pecado já que Jesus passa a simbolizar o corteiro que os Judeus sacrificavam na época de Páscoa.

sexta-feira, 10 de abril de 2009

Sexta-Feira Santa



IN PASSIONE ET MORTE DOMINI


O elemento fundamental da liturgia da sexta-feira é a Proclamação da Palavra. O rito da apresentação e adoração da cruz nasce como ato conseqüente. A cruz é colocada no centro da Assembléia cristã como sinal pascal de vitória e do amor que vence o mal e a morte. Assim ela é aclamada e adorada. A Igreja ergue o sinal de vitória como que para tornar visível a própria palavra de Jesus: “Quando eu for levantado atrairei todos a mim” (Jo 12,32).


Dando preferência ao horário das 15 horas, que lembra a hora em que Jesus morreu, a celebração começa com prostração e silêncio,


seguida de breve oração, diante do altar despojado de toalhas, de velas e de cruz. Procede-se imediatamente à Liturgia da Palavra. Toda ênfase deve ser dada a essas leituras tão apropriadas. Em muitas comunidades é comum o grupo jovem encenar a paixão do Senhor depois da celebração litúrgica. Há, em alguns lugares, iniciativas no sentido de conversar com estes jovens para que possam integrar tais encenações na própria celebração. Nesse caso, a encenação do evangelho torna-se expressão de piedade, presença mistérica do evento litúrgico da paixão (anamnese) e não apenas representação dramática.


Para o rito da "adoração" da cruz, no caso de assembléias muito numerosas, é previsto um único gesto de reverência à Cruz, realizado ao mesmo tempo por todos. O que se deve evitar é a multiplicação de cruzes em função de agilizar a procissão, pois a verdade do sinal requer que a cruz seja única. Também não é uma solução muito pastoral transferir o gesto de beijar a cruz para depois da celebração. Se os cantos que acompanham o gesto pessoal são adequadamente escolhidos, este pode ser um momento de fecunda meditação. O rito da comunhão prevê o canto do Pai nosso; e durante a distribuição, o canto do salmo 22(21). Ao final, o altar volta a seu despojamento e a cruz é colocada no centro como referência para a oração pessoal.

Feria VI in Passione Domini



O cenário da sexta-feira é o altar desnudado e as imagens cobertas,indicando o luto da Igreja. É tempo de jejum e meditação silenciosa. Sugere-se com insistência a Liturgia das Horas. O Ofício das Comunidades oferece ofícios para as diferentes horas do dia. Outra possibilidade é a Via Sacra, expressão consagrada da piedade do povo. Em muitos lugares há expressões como a memória das dores de Maria, a procissão do Senhor morto e tantas outras manifestações. É importante respeitar tais costumes locais, sempre porém, de modo que apareça a primazia da ação litúrgica.




Solene Ação Litúrgica:
Hora: deve-se celebrar à tarde, por volta das 15 horas.
Porém, onde houver alguma razão pastoral, pode ser celebrada
desde o meio-dia até às 9 horas da noite.
Altar: deve estar totalmente desnudado, sem Cruz,
sem castiçais e sem toalhas.
Rito: é próprio e consta de quatro partes:

1) Leituras;2) Orações Solenes; 3) Adoração da Cruz; 4) Comunhão.


Indulgência: A Igreja concede Indulgência plenária
aos que hoje participam piedosamente da veneração da Santa
Cruz e beijam devotamente o Santo Lenho (cf. Enchiridion
Indulg., n. 17).

quinta-feira, 9 de abril de 2009

Quinta-Feira Santa



Hoje realiza-se em toda Igreja a Quinta -Feira Santa. Onde é realizado 2 cerimônias litúrgicas: a Missa Crismal e a Missa do Lava Pés.


  • MISSA CRISMAL:

Na manhã da Quinta-feira Santa a Igreja celebra a Bênção dos Santos Óleos. Composto por óleo de oliva misturado com perfume (bálsamo) é consagrado pelo Bispo Diocesano para ser usado nas celebrações do Batismo, Crisma, Unção dos Enfermos e Ordenação.


Esta missa é realizada em todas as igrejas catedrais, onde é presidida pelo bispo local, e co celebrada pelos demais sacerdotes. Os vasos contendo óleo de azeite de oliva é conduzido e apresentado diante do bispo , através de um diácono. em seguida o bispo abençoa os óleos , onde cada padre presente levará um pouco para ser usado durante todo o ano, nos rituais da paroquia.

Nesta mesma missa todos os os padres renovam as promessas sacerdotais.
São três os óleos abençoados nesta celebração:
  1. Óleo do Crisma: uma mistura de óleo e bálsamo, significando plenitude do Espírito Santo, revelando que o cristão deve irradiar "o bom perfume de Cristo". É usado no Sacramento da Confirmação (Crisma) quando o cristão é confirmado na graça e no dom do Espírito Santo, para viver como adulto na fé. Este óleo é usado também no Sacramento do Ordem, para ungir os "escolhidos" que irão trabalhar no anúncio da Palavra de Deus, conduzindo o povo e santificando-o no ministério dos Sacramentos. A cor que representa esse óleo é o branco ouro.


  2. Óleo dos Catecúmenos: catecúmenos são os que se preparam para receber o Batismo, sejam adultos ou crianças, antes do rito da água. Este óleo significa a libertação do mal, a força de Deus que penetra no catecúmeno, o liberta e prepara para o nascimento pela água e pelo Espírito. Sua cor é vermelha.


  3. Óleo dos Enfermos: é usado no Sacramento da Unção dos Enfermos, conhecido antigamente como "extrema-unção". Este óleo significa a força do Espírito de Deus para a provação da doença, para o fortalecimento da pessoa para enfrentar a dor e, inclusive a morte, se for vontade de Deus. Sua cor é roxa.



A MISSA DA INSTITUIÇÃO DA EUCARISTIA E DO LAVA PÉS:

Durante a noite de Quinta-Feira Santa, a Missa da Ceia do Senhor é celebrada. Existe apenas uma missa, na qual toda a comunidade e padres da paróquia participam. Esta é uma missa muito alegre, como se recordam a instituição da Santíssima Eucaristia e do sacerdócio. Os sacerdotes usam vestes brancas, o altar é cheio de flores, o Glória é cantada e os sinos são degrau. Depois da Glória, que não deve-se ouvir os sinos e música do órgão até a Vigilia Pascoal. A Liturgia da Missa lembra a Páscoa, a Última Ceia, que inclui a lavagem dos pés.

O hino Ubi Caritas é normalmente é cantada no momento. Após a Oração pos Comunhão , não há bênção final. A Sagrada Eucaristia é transportada em procissão através da Igreja e, em seguida, transferido para um local de reposição, geralmente uma capela lateral. O hino Pange Lingua também é geralmente cantado neste momento.

Depois da Missa, recordamos a agonia no jardim, bem como a detenção e prisão de Jesus. O altar é despojado , cruzes são retiradas ou cobertas. A Eucaristia é colocado em um altar de repouso, e em algumas igrejas são abertas para a adoração silenciosa, para atender o convite do Cristo "Pode não, então, assistir uma hora comigo?" (Mat 26,40)

O Altar de repouso é quando a Eucaristia é processada para o altar de repouso após a Missa da Ceia do Senhor, devemos permanecer no silêncio da oração e da adoração, mantendo Cristo empresa. Existe uma tradição, especialmente nas grandes cidades com várias paróquias, para tentar visitar sete igrejas e os seus altares de repouso durante esta noite.


A Piedade popular é particularmente sensível para a adoração do Santíssimo Sacramento a maioria, na sequência da Missa da Ceia do Senhor. Devido a um longo processo histórico, cujas origens não são totalmente claras, o lugar de repouso tem sido tradicionalmente referido como "um Santo Sepulcro". Os fiéis vão lá para venerar Jesus, que foi colocado em um túmulo após a crucifixão e na qual ele permaneceu por cerca de quarenta horas.


É necessário instruir os fiéis sobre o sentido da reposição: é uma austera solene conservação do Corpo de Cristo para a comunidade de fiéis que toma parte na liturgia da Sexta-feira Santa É um convite a adoração silenciosa e prolongada do sacramento instituído por Jesus neste dia.
Em referência ao altar de repouso, portanto, o termo "enterrar" deve ser evitada, e sua decoração não deve ter qualquer sugestão de um túmulo.

O sacrário neste altar não deve ser sob a forma de uma sepultura ou urna funerária. O Santíssimo Sacramento deve ser conservado em uma tenda fechada e não deve ser exposta em um ostensório.

Após a meia-noite na Quinta-Feira Santa, a adoração deve concluir sem solenidade, desde o dia da Paixão do Senhor já começou.
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