Mostrando postagens com marcador Liturgia. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Liturgia. Mostrar todas as postagens

segunda-feira, 28 de outubro de 2013

USO ERRADO DA ESTOLA



 Deve ser entendido que a batina e o hábito religioso são roupas cotidianas para os religiosos não é uma veste litúrgica. O habito dos frades são como a calça e a camisa são para os leigos. 

Dentro da liturgia da santa Missa, deve ser seguido o que diz o Missal Romano e os documentos oficiais sobre liturgia. 

Muitos por comodidade não usam a alva por cima do habito religioso. Porém estão desobedecendo a Igreja e se deixando levar pela comodidade particular e muitas vezes por algum costume errado da congregação religiosa da região que são incardinados. 





Quem mais comete esse tipo de erro são os clérigos religiosos , aqueles que pertencem aos ditas Ordens Religiosas, como os franciscanos, redentoristas, carmelitas , oblatos etc. 


Além de cometerem desobediência ao uso correto da estola , não usam a casula para presidir a Santa Missa como vemos na foto acima. A única explicação é a falta de amor e zelo a liturgia da Igreja. Porque conhecimento hoje em dia se acha facilmente pela internet e em livros. Não fazem O CERTO porque não aceitam e querem seguir o que querem e como querem. 



























" Seja reprovado o abuso de que os sagrados ministros realizem a santa Missa, inclusive com a participação de só um assistente, sem usar as vestes sagradas ou só com a estola sobre a roupa monástica, ou o hábito comum dos religiosos, ou a roupa comum, contra o prescrito nos livros litúrgicos. Os Ordinários(Bispos) cuidem de que este tipo de abusos sejam corrigidos rapidamente e haja, em todas as igrejas e oratórios de sua jurisdição, um número adequado de vestes litúrgicos, confeccionadas de acordo com as normas.

Instrução Redemptionis Sacramentum, 215-216)


Padre pertencente a uma Ordem Religiosa brasileira  usando o habito religioso como túnica em Missa.


MODO CERTO , padres com habito religioso por baixo da túnica cerimonial para a Missa. Como manda o Missal Romano e vemos o presidente da celebração de Casula, como também manda o Missal. 



quinta-feira, 15 de novembro de 2012

DVDS OBRIGATÓRIOS EM TODO SEMINÁRIO!

Eu já tinha um vasto conhecimento da liturgia católica romana. Porem nada como aprender mais e se atualizar as novas normas vindas da Santa Sé, não acha? 

Os dois DVDs abordam passo a passo da liturgia da Missa de "Paulo VI". Desde o momento das vestes (antes da missa), tudo com uma explicação histórica, teológica e canônica. 



Muitas dúvidas podem ser esclarecidas (uma boa parte) nestes dois DVDs. Onde o Padre Paulo Ricardo (mestre em direito canônico (em Roma) e membro do Concelho Internacional de Catequese (Vaticano). Aborda de maneira bem catedrática e direta (sem "enrolação") , o que pode e o que não pode na liturgia. 


Nos DVDS não iremos encontrar filmagens de celebrações e sim , o referido padre sentado de batina tendo ao fundo um belo quadro religioso, uma boa oratória, dicção e qualidade de imagem em Full HD. Cada DVD é divido em capítulos  como também em duas partes tendo ao total de cada DVD 2 horas de ensinamentos. 

Somando os 2 Dvds são 4 horas de pura palestra explanatória para as "equipes de liturgia", "ministros extraordinários da Eucaristia", Seminaristas, estudantes de teologia católica, clérigos  e leigos em geral. 

Creio que o clero do tempo da "Revolução" ou os seguidores da Teologia da Libertação, não vão gostar , pois os DVDs são genuinamente Católicos Romanos. 

Não estou ganhando 1 centavo pela propaganda. Mas comprem os dois sai por volta de R$ 64 reais. 




domingo, 26 de agosto de 2012

PROIBIDO OU PERMITIDO?


Muitos se interrogam: "Se no Missal Romano atual não proíbe tal conduta litúrgica, então posso prosseguir com ela? ".Não é bem assim.  

Bem, nem tudo está escrito nas rubricas. Deve-se usar o que chamo de BOM SENSO. Como algumas coisas como na elevação da hóstia o padre em vez de só elevar , ele faz uma exposição de 180º para os fieis.  

Deve-se também evitar as MISTURAS LITÚRGICAS, como realizar rubricas tridentinas juntamente com as atuais (pós Concilio Vaticano II). Exemplo: se ajoelhar na hora da benção final, ao entregar a comunhão traçar uma cruz em frente do fiel, na hora de colocar o incenso no turibulo fazer uma oração (que é do rito tridentino). 

Alguns fieis idosos seguem até hoje algumas regras litúrgicas do antigo rito romano, como também algumas tradições, como por exemplo falar na hora das elevações do Pão e do Vinho:  "Senhor eu creio, mas aumentai minha fé". E foi passando de geração a geração, mesmo com a mudança do ritual romano. Em algumas paróquias se fala em voz baixa em outras se fala no microfone pelo "ministério de música", em outras todos ficam em profundo silêncio. 

  • Um erro clássico realizado por alguns padres que querem ser litúrgicos é o uso da Pluvial. Seguem a norma tridentina dentro da Missa Nova. Exemplo: Entram de capa e ficam com ela até o "Glória",o que é errado para a Missa Nova. (ver: O uso do Pluvial )
Na Missa Atual Romana, o padre pode sim entrar em procissão de pluvial, mas ao "pé do altar" ele deve retira-la e vestir a casula e aspergir os fieis de casula. Lembrando que o rito da Missa começa quando o padre diz "Em Nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo". 

Se ele for fazer alguma benção fora do rito da Missa , ai sim o rito novo , permite que ele faça uso da capa pluvial para aspergir. 

O padre deve se policiar de não misturar regras litúrgicas de um rito "A" dentro de uma celebração de um rito "B". Se fosse assim todo padre na missa romana de Paulo VI, poderia dar a benção seguindo as normas bizantinas (pois se trata de um dos ritos da Igreja Católica).

Como diz um velho ditado "cada macaco no seu galho". 


Pesquisar, ler as rubricas (se possível até em latim) do Missal, Pontifical Romano, Cerimonial dos Bispos ..etc. A literatura é vasta , basta só paciência e interesse de ler, decorar e executar a coisa certa. Mas muitos padres não tem essa paciência e seguem o que viu com os padres antigos do período de sua formação no seminário ou em sua paroquia de origem. 

Não podemos confundir tradição religiosa com normas litúrgicas, como por exemplo, colocar o terço amarrado no punho esquerdo, após comungar se ajoelhar para meditar, beijar a mão do padre , pedir a benção ao padre, beijar um ícone, usar véu (apesar que já foi lei canônica).


Por fim, evitemos praticar normas tridentinas que não estejam contidas na liturgia Romana de Paulo VI. E nem normas atuais na Missa Tridentina. A Liturgia é como uma partitura de música. Pois guando se muda uma nota musical, muda todo o andamento da música original

PAX !



segunda-feira, 6 de agosto de 2012

ORAÇÃO DO PAI NOSSO NA MISSA ROMANA (PAULO VI)

Dom Antônio Carlos Rossi Keller, Bispo de Frederico Westphalen,
abre os braços durante a celebração da Missa em sua Catedral.
Gesto puramente sacerdotal e do ministro ordenado que celebra.


O momento da oração do Pai nosso, é indicado nas rubricas do Missal que o celebrante e os demais concelebrantes (padres) fiquem de mãos estendidas ( Extendit manus est). Logo , a assembléia deve ficar contrita de mão unidas em posição orante(ou de mão estendidas como documentado nas catacumbas de Roma, exercendo o sacerdócio batismal ). 

Existe um empasse entre os estudiosos de liturgia a cerca da posição que o fiel deve se portar neste momento, pois o Missal não é explicito. 

Em algumas paróquias se tem o costume de todos os fiéis de dar as mãos, uns aos outros do início ou fim do Pai nosso. Mas tal costume não tem respaldo na Tradição nem nas rubricas do Missal e sim na filosofia da "união" ou até mesmo num pensamento supersticioso de alguns povos. 

(Cf. IGMR 237)

O Pai nosso deve ser recitado ou cantado (mas só a letra da oração oficial em latim ou na tradução que estiver no missal) 

Mas muitos padres permitem que se toque musicas misturadas com a oração do Pai nosso, o que não é o correto. A liturgia ela é como uma partitura de música, se colocar muitos "enfeites" , "modificações" a música  se torna uma nova versão da original, fugindo da originalidade harmônica. Assim é a liturgia. 

É correto sim cantar somente a letra oficial do Pai nosso , como conhecemos a versão em latim , cantada pelo beato Papa João Paulo II e pelo nosso atual Papa Bento XVI. 




INCLINAÇÃO DO PADRE NA MISSA



sexta-feira, 21 de outubro de 2011

O USO DA BATINA

segunda-feira, 23 de maio de 2011

AMOR Á LITURGIA - POR DOM HENRIQUE SOARES

O bispo Dom Henrique que é bispo auxiliar da Arquidiocese de Aracaju. Explicou sobre o amor à liturgia e da desobediência feita a ela por uma parte do clero (principalmente dos admiradores da Teologia da Libertação). Confira o vídeo:



E seu padre é obediente a liturgia ?

quinta-feira, 18 de novembro de 2010

VESTES DO BISPO CATÓLICO ROMANO

bispo de rito romano com sua batina negra filetada
amito com fitas vermelhas para bispos

capa magna (permetida para o rito romano "novo" de Paulo VI
- cf. cerimonial dos bispos)

Anel episcopal
Bispo com Ferraiolo violáceo (ainda permitido pelo Rito de Paulo VI)

OS MONSENHORES

Um bispo de batina violacea "Veste Coral Episcopal" e um Monsenhor Protonotário
Título mais comum conferido "Monsenhor Capelão de sua Santidade"

todo padre ao ser nomeado bispo , se torna automaticamente um
Monsenhor Prelado de Honra


O Monsenhor é um título eclesiástico honorifico conferido aos sacerdotes da Igreja Católica Apostólica Romana pelo Papa. A palavra tem origem francesa e, em português, pode ser abreviada como Mons. O título "Monsenhor" começou a ser usado pelos eclesiásticos do Papa em Avignon (1305-1376) quando os papas viviam na França e foi quando a burocracia papal e poder papal atingiu o seu apogeu.

Alguns importantes clérigos do tribunal papal haviam então consagrado do francês secular o termo: mon seigneur (meu senhor) ou "milord" (do inglês).

Apesar de somente o Papa conferir o título de Monsenhor, ele o faz a pedido do bispo diocesano por meio da Nunciatura Apostólica. O número máximo de monsenhores de uma diocese não pode, normalmente, ultrapassar 10% do total de sacerdotes. O Monsenhor não tem uma autoridade canônica maior que a de qualquer padre, uma vez que a nomeação não implica num sacramento da ordem. Assim o monsenhor só se distingue de um padre comum pelo título. Em alguns países os bispos também são referidos como monsenhor(Monsignore), em contrates a forma tradicional de tratamento (Excelência, Vossa Excelência Reverendíssima, Vossa Graça, etc). Muitos padres que desempenham funções na Cúria Romana recebem o título, devido ao alto cargo que ocupam na administração da Igreja Católica.

Uma série de mudanças na função dos Monsenhores foram introduzidas pelo Papa Paulo VI através do Motu Próprio Pontificalis Domus de 28 de março de 1968. Antes destas reformas, os prelados monsenhores ou menores foram divididos em pelo menos 14 diferentes graus, incluindo prelados internos, quatro tipos de Protonotários apostólicos, quatro tipos de camareiro papal e, pelo menos, cinco tipos de capelães papais.

Existem algumas categorias do título de Monsenhor:

1. Protonotário Apostólico: em dois tipos:
A) Numerário: O mais alto grau e menos comum, habitualmente existe uns sete.
B) Supranumerário: O mais alto grau de Monsenhor encontrado fora de Roma.

2. Prelado de Honra de Sua Santidade: Antes era chamado de "Prelado Doméstico");

3. Capelão de Sua Santidade. Antes era chamado de "Camareiro Papal” ou "Capelão privado” e ainda "Capelão Secreto”.
Quando se escolhe um Administrador Diocesano na Sé Vacante , o mesmo por costume recebe o título de “Protonotário Apostólico Numerário” de modo temporário. São monsenhores titulares, ou seja, ate que estejam na posse do cargo, e por isso devem ser tratados de “monsenhores”.

Os “monsenhores temporários” têm o privilégio de usar uma Manteleta de cor Negra. E por isso em alguns países ele é chamado de “Negro Protonotário”. Os títulos honoríficos como o de “Monsenhor” não são considerados adequados para um sacerdote do clero religioso.

Requisitos para receber o título de Monsenhor:


A Secretaria de Estado do Vaticano determinou após o Concilio Vaticano II e encaminhou a Congregação para o Clero que para receber o título de:

  • Monsenhor Capelão de Sua Santidade. O sacerdote deve ter no mínimo: 35 anos de idade e 10 de sacerdócio.
  • Monsenhor Prelado de Honra: O sacerdote deve ter no mínimo: 45 anos de idade e 15 de sacerdócio.
  • Monsenhor Protonotário Apostólico supranumerário: O sacerdote deve ter no mínimo: 55 anos de idade e 20 de sacerdócio.
  • Obs.: Aquele que já tiver o título de vigário-geral não deve ser nomeado apenas Capelão Papal e sim Prelado de Honra.

Por fim: Os protonotários numerários continuam o trabalho do Colégio dos Protonotários e ainda possuem alguns deveres no trato dos documentos papais. Outros superiores da cúria Romana que não são bispos são tratados como protonotários numerários. A estes se incluem os auditores da Rota Romana, quatro clérigos da Câmara Apostólica e alguns outros.

segunda-feira, 27 de julho de 2009

Inclinação da cabeça na missa


Observo em praticamente 99% das comunidades que visito , quando o padre fala o nome da Virgem Maria na missa, quase ninguém inclina a cabeça. Provavelmente por falta de conhecimento litúrgico , os poucos que inclinam são os acólitos. As vezes nem o próprio sacerdote inclina.(lamentável!!)

A inclinação quer expressar "a reverência e a honra que se atribuem às próprias pessoas ou aos seus símbolos". (Pe. Aldazábal - Presidente do Centro Pastoral de Barcelona) .

A instrução do Missal romano nos ensina que devemos fazer inclinação da cabeça quando o sacerdote fala :

" A Virgem Maria, Mãe de Deus..."
"Por nosso Senhor Jesus Cristo.."
"vos abençoe em nome do Pai, do Filho e do Espirito Santo".

OBS 1:A benção final , todos devem se inclinar, mesmo sem o padre ou diácono mandarem.

"se for usada a oração sobre o povo ou a fórmula da bênção solene , o diácono diz: inclinai-vos para receber a bênção. Dada a bênção pelo sacerdote... " (IGMR 185).

OBS 2: Lembrando que na Missa de Paulo VI (pós concilio) não se pode ajoelhar-se para receber a benção final como é na Missa tridentina.

sábado, 25 de julho de 2009

O rito da Paz na Missa (Paulo VI)


Segundo o Missal Romano e a instrução Redemptionis Sacramentum, comecemos pelo mais básico: ao terminamos de rezar o “Pai Nosso” e não respondemos “amém”, porque há um complemento a oração que Nosso Senhor nos ensinou que é a oração que o sacerdote, de braços abertos reza:

Livrai-nos de todos os males, ó Pai,e dai-nos hoje a vossa paz.

Ajudados pela vossa misericórdia,sejamos sempre livres do pecado

e protegidos de todos os perigos,enquanto, vivendo a esperança,

aguardamos a vinda de Cristo Salvador.

Esta oração é a continuação direta do Pai Nosso, onde, por nós, o sacerdote pede a paz e nossa libertação do mal e do pecado, enquanto aguardamos a Segunda Vinda de Cristo. Então, confiantes nós respondemos:

Vosso é o reino, o poder e a glória para sempre!

Então, sozinho e de braços abertos, o sacerdote reza a oração pela Paz. Mas, não são todos que rezam esta oração? Não! Isso foi um “erro” litúrgico que se difundiu e, infelizmente, tornou-se comum. Porém, é apenas o sacerdote ordenado que age in persona Christi, ou seja, na pessoa de Cristo que clama, como primeiro representante de toda a Igreja, pela paz. Recapitulando, o sacerdote sozinho e de braços abertos reza:

Senhor Jesus Cristo

dissestes aos vossos Apóstolos:

Eu vos deixo em paz, eu vos dou a minha paz.

Não olheis os nossos pecados,

mas a fé que anima vossa Igreja;

dai-lhe, segundo o vosso desejo,

a paz e a unidade.

(Aqui ele junta as mãos e conclui)

Vós, que sois Deus, com o Pai e o Espírito Santo.

“E nós não fazemos nada, então?”, podem perguntar alguns. Fazemos sim! Nós damos nossa confirmação e anuência ao pedido do sacerdote dizendo “Assim seja!”, com nosso:

Amém.

E aqui vem o mais belo de todos os momentos. Depois de suplicar pela paz a sua Igreja, sendo que nós fazemos parte da Igreja Militante, o sacerdote, nos saúda com a mesma saudação de Jesus Ressuscitado aos apóstolos (Jo 20,21):

A paz do Senhor esteja sempre convosco!

No que respondemos:

O amor de Cristo nos uniu!

E ai está terminado o Rito da Paz e o obrigatório é que se siga, cantando ou rezando, o Cordeiro de Deus (Agnus Dei). “Hey! Mas, aonde está a saudação da paz?”, muito simples, o Missal Romano nos dá a indicação (p. 501, item 129):

Em seguida, se for oportuno (grifo nosso), o diácono ou sacerdote acrescenta estas palavras ou outras semelhantes:

Irmãos e irmãs,

Saudai-vos em Cristo Jesus.

(seguem-se outras fórmulas, no que continua o Missal, na página seguinte):

E todos, segundo o costume do lugar, manifestam uns aos outros a paz e a caridade, o sacerdote saúda o diácono ou o ministro.

Enfim, o Missal não cita a obrigatoriedade da saudação, ao contrário, coloca-a como opcional (a clausula “se for oportuno” indica isso), da mesma forma, ele não fala nada de músicas, cantos ou palmas, nem de passeios pela Igreja, nem do sacerdote vir saudar o povo, ao contrário, a instrução Redemptionis Sacramentum, nos pontos 71 e 72, clareia ainda mais a intenção e o modo sobre como se deve saudar-nos desejando a paz:

[72.] Convém «que cada um dê a paz, sobriamente, só aos mais próximos a si. O sacerdote pode dar a paz aos ministros, permanecendo sempre dentro do presbitério, para que não altere a celebração. Faça-se do mesmo modo se, por uma causa razoável, deseja dar a paz a alguns fiéis». «No que se refere ao significado (sinal) para se desejar a paz, estabeleça, a Conferência de Bispos, qual é a forma mais apropriada», com o reconhecimento da Sé apostólica, «de acordo com a idiossincrasia (características próprias) e os costumes dos povos».

O sacerdote não deve deixar o altar, podendo (outra clausula de possibilidade) saudar apenas o ministro ou ministros e os fiéis que, se for oportuno, irão saudá-lo deverão subir ao altar. Não se fale nada de música para o momento, o que deve supor-se que, por ser um momento brevíssimo e austero, não faria sentido tê-las e nem possível porque a rapidez do mesmo não o permitiria.


Escrito por SILVA, Michel Pagiossi JAN/2009 - São Paulo-SP

sábado, 11 de julho de 2009

Posse de um bispo


A posse de um bispo atende a uma sequência ditada pelo código de direito canônico:

O sacerdote eleito bispo, Logo depois de receber toda a documentação de nomeação canônica, via nunciatura apostólica. Tem até quatro meses para tomar posse de sua diocese.

Terá também de ser ordenado bispo num prazo de dois meses depois de recebido as documentações necessárias para a mesma.

Quando o eleito já for bispo, esse toma posse em dois meses com os documentos da nomeação (“promoção”) da sua nova diocese em mãos.

O novo bispo apresenta (ou por meio de um procurador) pessoalmente o documento em que o permite tomar posse na nova diocese, ao colégio de consultores da diocese estando presente o chanceler da cúria que deve lavrar o fato canônico em uma ata. Paras as dioceses recém criadas, quem lavra a ata de posse é o padre mais velho da diocese.

Tal documento deve ser lido para o clero e ao povo presente na catedral.

É recomendado que tal ato seja feito na igreja catedral, em ato litúrgico, com presença do clero e do povo (servindo como testemunhas).

(cf. CDC 382)
modelo do documento de Posse:
“Aprouve a Sua Santidade(o papa atual) o Papa Bento XVI, (nomear o padreou bispo)...., para a diocese(ou arquidiocese) como bispo diocesano desta venerável (diocese ou Arquidiocese).

Eu (nome e títulos do núncio)Lorenzo Baldisseri, arcebispo titular de Diocleciana e Núncio Apostólico no Brasil. No uso das faculdades que nos foram ortougadas pela Santa Sé. Damos a licença para sua excelência (nome do novo bispo), possa válida e licitamente tomar posse canônica do seu cargo.
Pede-se, portanto na data marcada, o presente decreto, seja lido na presença do clero e do povo de Deus. Segundo as normas do Código de Direito Canônico. Data de execução do presente decreto ( / / ).
Serão lavrados quatro exemplares no qual dois sejam enviados imediatamente a essa nunciatura apostólica a terceira seja enviada a cúria metropolitana e a última seja cuidadosamente conservada junto com esse decreto na cúria diocesana (no caso das diocese no interior).

Dado em Brasília(cidade em que se encontra a nunciatura) junto a sede da nunciatura apostólica na data de( / / ) assina Dom Lourenzo Baldisseri , núncio apostólico.”

terça-feira, 23 de junho de 2009

O uso do véu na Missa Católica



Tradicionalismo ou Devoção ?



Eu considero o uso do véu pelas mulheres cristãs na Santa missa, como uma devoção a uma prática iniciada desde o tempo da Igreja primitiva. Como relata o Apostolo S. Paulo em sua carta:
"Todo homem que ora ou profetiza com a cabeça coberta falta ao respeito ao seu senhor. E toda mulher que ora ou profetiza, não tendo coberta a cabeça, falta ao respeito ao seu senhor, porque é como se estivesse rapada. Se uma mulher não se cobre com um véu, então corte o cabelo. Ora, se é vergonhoso para a mulher ter os cabelos cortados ou a cabeça rapada, então que se cubra com um véu. Quanto ao homem, não deve cobrir sua cabeça, porque é imagem e esplendor de Deus; a mulher é o reflexo do homem..." (I Cor 11,1-16)
O véu é também um sinal do reconhecimento das diferentes funções de cada um. O véu é ainda sinal de modéstia e castidade. No tempo do antigo Testamento, descobrir a cabeça da mulher era visto como um jeito de humilhar ou punir adúlteras e mulheres que transgrediam a Lei (Nm 5,12-18; Is 3,16-17, Ct 5,7).

A mulher hebraica não cogitaria em hipótese alguma adentrar no Templo (ou mais tarde sinagoga) sem cobrir suas cabeças. Esta prática é simplesmente passada pela Igreja (isso é passado também nas Igrejas orientais cismáticas "ortodoxas").
Por esse motivo que Nossa Senhora é representada com um longo véu, pois as judias principalmente no tempo de Jesus andavam até nas ruas de véu. E só lembrando que Jesus e Maria eram da religião hebraica (judaica).
Durante centenas de anos o véu foi usado pelas mulheres tanto pela Igreja Romana como nas Igrejas do Oriente sem precisar ser obrigatório por meio de código canônico. Com a criação do Código de Direito Canônico em 1917, foi mencionado que toda mulher deveria usar o véu.
Por quase 2000 anos, mulheres Católicas se cobriram com o véu antes de adentrarem na igreja ou em qualquer momento que estivessem na presença do Santíssimo.

Está escrito no Código de Direito Canônico de 1917: cânon 1262, que a mulher tem que cobrir suas cabeças “especialmente quando se aproximam da mesa sagrada” (Mulieres autem, capite cooperto et modest vestitae, maxime cum ad mesnam Domincam accedunt).

Quando o Código de Direito Canônico de1983 foi produzido, a questão do véu simplesmente não foi mencionada. E se espalhou na mídia que tal prática não precisava mais ser seguida pelas fieis católicas. E foi mais alimentada pelos movimentos feministas e pelos padres animados pela reforma litúrgica da decada de 60 (sec. XX).
Hoje em dia, o uso do véu é preservado mais pelos grupos tradicionais que frequentam a missa segundo a liturgia tridentina (do missal romano de 1962) e pelas liturgias orientais, principalmente a Bizantina. Como também por fieis conservadores (legião de Maria, Opus Dei, TFP etc).
Toda mulher deve refletir sobre esse tema! e os padres pastores de almas e catequista Maior da paróquia deve alimentar a prática dessa devoção milenar do uso do véu as moças e senhoras.

domingo, 17 de maio de 2009

O uso da mitra (Missa Pontifical- Paulo VI)



O uso da Mitra:

A mitra, que será uma só na mesma ação litúrgica, simples ou ornamentada de acordo com a celebração, é habitualmente usada pelo Bispo:

1. Quando está sentado;
2. Quando faz a homilia;
3. Quando faz as sauda­ções,
4. As alocuções e os avisos, a não ser que logo a seguir tenha de tirar a mitra; quando abençoa solenemente o povo; quando executa gestos sacramentais; quando vai às procissões.

O Bispo não usa a mitra:

1. Nas preces introdutórias;
2. Nas orações; na Oração Universal;
3. Na Oração Eucarística;
4. Durante a leitura do Evange­lho;
5. Nos hinos, quando estes são cantados de pé;
6. Nas procissões em que se leva o Santíssimo Sacramento ou as relíquias da Santa Cruz do Senhor; diante do Santíssimo Sacramento exposto.


O Bispo pode prescindir da mitra e do báculo quando se desloca dum lugar para outro, se o espaço entre os dois for pequeno.
Quanto ao uso da mitra na administração dos sacramentos e dos sacramentais, observe-se, além disso, o que adiante vai indicado nos res­pectivos lugares.
(Cerimonial dos bispos, 60)

" O Bispo, ao chegar junto do altar, entrega o báculo ao ministro, depõe a mitra, e faz inclinação profunda ao altar, ao mesmo tempo que os diáconos e os outros ministros que o acompanham.Depois, sobe ao altar e beija-o, juntamente com os diáconos." (Cerimonial dos bispos, 131)

O uso do Báculo:

O Bispo usa o báculo, como sinal do seu múnus pastoral. Aliás, qualquer. Bispo que celebre solenemente o pode usar, com o consentimento do Bispo do lugar. Quando estiverem vários Bispos presentes na mesma celebração, só o Bispo que preside usa o báculo.

Com a parte recurvada voltada para o povo, ou seja, para frente, o Bispo usa habitualmente o báculo na procissão, para ouvir a leitura do Evangelho e fazer a homilia, para receber os votos, as promessas ou a profissão de fé; e finalmente para abençoar as pessoas, salvo se tiver de fazer a imposição das mãos. (Cerimonial dos bispos, 59)

sexta-feira, 15 de maio de 2009

Inclinações do sacerdote na Missa Nova (Paulo VI)

missa solene ( Paulo VI)
Pouco observamos os padres se inclinarem principalmente ao repetir as palavras do Cristo na consagração eucarística. Vejamos o que diz o MISSAL ROMANO de Paulo VI.
O padre se inclina :
No ofertório após o padre colocar o calice sobre o corporal:
original: Postea sacerdos, profunde inclinatus , dicit secreto

tradução: O sacerdote depois, profundamente inclinado , diz de modo discreto(voz baixa) ...


Na consagração, do pão e do vinho:
Ele tomou o pão, deu graças e o partiu e deu aos seus disicpulos, dizendo...


neste momento a rubrica do missal romano indica ao celebrante:
se inclinat (original em latim)
tradução: se inclina

Tomai todos e comei ...
Tomai todos e bebei ...

terça-feira, 12 de maio de 2009

O uso da cruz


As normas atuais sobre o uso da cruz para a celebração da missa. São retiradas da Instrução Geral do missal e do Cerimonial dos bispos. Creio que após ler este artigo, verá que em vossa paróquia existe algum erro no uso do crucifixo.




IGMR, 117 : "“(...)Haja também sobre (= pela superfície de (o)) o altar ou em torno dele(= ao lado), uma cruz com a imagem do Cristo crucificado.(...)”
IGMR 308: "Haja também sobre (acima de... ) ou perto dele uma cruz com a imagem do Cristo crucificado que seja bem visível para o povo reunido.( durante a missa) . convém que tal cruz (a do crucificado) ... permaneça junto do altar fora das celebrações litúrgicas".



IGMR, 122: " “A cruz, ornada com a imagem do Cristo crucificado trazida eventualmente na procissão, pode ser colocada junto ao altar, de modo que se torna a cruz do altar, que deve ser uma só; caso contrário, ela será guardada em lugar adequado; os castiçais são colocados sobre o altar ou junto dele; o Evangeliário seja colocado sobre o altar”.
Cerimonial dos Bispos, 129: "“É de louvar que a cruz processional fique erguida junto do altar, de modo a ser a própria cruz do altar, aliás, será retirada".



Quando se fala" Altar", se fala da superficie onde é realizado o Santo Sacrificio e não o conjunto arquitetônico sacro onde fica o padre.

Ou seja que seja intalado um crucifixo virado aos fieis durante de depois da missa.
No tocante as normas vistas, fica entendido que durante a missa deve ter um crucifixo virado aos fieis e outro perto ou sobre (encima da superficie) do altar ( local que onde esta sendo feito o Santo Sacrificio).
________________________________
As numerações citadas são da Instrução Geral do missal - Edição 2002 (última revisão feita ao missal Romano de Paulo VI , por João Paulo II). Já vigente mesmo sem ter iniciado a venda desta tradução para o português do Brasil. Mas a IGMR 2002 ja foi traduzido pela CNBB e aprovada pela Santa Sé em 2005.

quinta-feira, 30 de abril de 2009

Uso das velas na Missa

"...Coloquem-se , em qualquer celebração, ao menos (no mínimo) dois cartiças com velas acessas..."(IGMR, 117) E não só um, como alguns padres afirmam por ai.


Missa de Ordenação

Missa Pontifical , com todas as velas requeridas pela instrução do Missal romano para "Missa Pontifical " (Missa Solene com o Bispo). Assim diz o missal:

"... Quando celebrar o bispo diocesano, coloque-se sete cartiças..." (IGMR 117)


Se ultiliza 2 cartiçais acessos para a proclamação do evangelho. Tendo o círio pascal acesso proximo do ambão esses cartiças deverão ser substituídos pelo círio acesso.
"Toma o evangeliário ... precedido dos ministros leigos, que podem levar o turibulo e os CARTIÇAIS , dirigindo-se ao ambão..." (IGMR, 133)

sexta-feira, 24 de abril de 2009

Rito de Acolhida ao Bispo

Acolher o bispo numa cerimônia antes da Santa Missa, é uma tradição da Igreja. O atual Cerimonial ainda cita tal rito e algumas normas para ele.


O rito consiste :

1. receber o bispo proximo ao carro em que chega,

2. o cerimoniário ou o paroco o comprimenta beijando o anel episcopal (ou a mão) , o mesmo convida o bispo a derigir-se a porta da catedral ou matriz paroquial,
3. ao chegar na igreja, é recebido por um "clérigo categorizado"(como ensina o Cerimonial dos bispos), onde esse lhe entrega um crucifixo para ele beijar e entrega a caldeira de água benta,
4. o bispo entra e aspergue a todos,
5. segue em direção ao santíssimo ,

6. e por fim faz uma pequena saudação aos fieis do que irá realizar por diante.

7. o bispo se dirige a sacristia, onde todos já deverão está paramentados, 2 diáconos ajuda-o a se paramentar .

À entrada do Bispo na igreja, o clérigo mais categorizado daIgreja oferece-lhe a água benta, se for caso disso, entregando-lhe a caldeira. O Bispo asperge-se a si mesmo e aos que o acompanham, e depoisdevolve a caldeira.
(Cerimonial dos bispos, 111)

Dirige--se, para o lugar onde se guarda o Santíssimo Sacra­mento e ai faz uma breve oração; finalmente, vai para o vestiário.(Cerimonial dos Bispos, 79).
Exemplo nestes dois videos:




Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...