segunda-feira, 23 de maio de 2011

AMOR Á LITURGIA - POR DOM HENRIQUE SOARES

O bispo Dom Henrique que é bispo auxiliar da Arquidiocese de Aracaju. Explicou sobre o amor à liturgia e da desobediência feita a ela por uma parte do clero (principalmente dos admiradores da Teologia da Libertação). Confira o vídeo:



E seu padre é obediente a liturgia ?

quinta-feira, 18 de novembro de 2010

VESTES DO BISPO CATÓLICO ROMANO

bispo de rito romano com sua batina negra filetada
amito com fitas vermelhas para bispos

capa magna (permetida para o rito romano "novo" de Paulo VI
- cf. cerimonial dos bispos)

Anel episcopal
Bispo com Ferraiolo violáceo (ainda permitido pelo Rito de Paulo VI)

OS MONSENHORES

Um bispo de batina violacea "Veste Coral Episcopal" e um Monsenhor Protonotário
Título mais comum conferido "Monsenhor Capelão de sua Santidade"

todo padre ao ser nomeado bispo , se torna automaticamente um
Monsenhor Prelado de Honra


O Monsenhor é um título eclesiástico honorifico conferido aos sacerdotes da Igreja Católica Apostólica Romana pelo Papa. A palavra tem origem francesa e, em português, pode ser abreviada como Mons. O título "Monsenhor" começou a ser usado pelos eclesiásticos do Papa em Avignon (1305-1376) quando os papas viviam na França e foi quando a burocracia papal e poder papal atingiu o seu apogeu.

Alguns importantes clérigos do tribunal papal haviam então consagrado do francês secular o termo: mon seigneur (meu senhor) ou "milord" (do inglês).

Apesar de somente o Papa conferir o título de Monsenhor, ele o faz a pedido do bispo diocesano por meio da Nunciatura Apostólica. O número máximo de monsenhores de uma diocese não pode, normalmente, ultrapassar 10% do total de sacerdotes. O Monsenhor não tem uma autoridade canônica maior que a de qualquer padre, uma vez que a nomeação não implica num sacramento da ordem. Assim o monsenhor só se distingue de um padre comum pelo título. Em alguns países os bispos também são referidos como monsenhor(Monsignore), em contrates a forma tradicional de tratamento (Excelência, Vossa Excelência Reverendíssima, Vossa Graça, etc). Muitos padres que desempenham funções na Cúria Romana recebem o título, devido ao alto cargo que ocupam na administração da Igreja Católica.

Uma série de mudanças na função dos Monsenhores foram introduzidas pelo Papa Paulo VI através do Motu Próprio Pontificalis Domus de 28 de março de 1968. Antes destas reformas, os prelados monsenhores ou menores foram divididos em pelo menos 14 diferentes graus, incluindo prelados internos, quatro tipos de Protonotários apostólicos, quatro tipos de camareiro papal e, pelo menos, cinco tipos de capelães papais.

Existem algumas categorias do título de Monsenhor:

1. Protonotário Apostólico: em dois tipos:
A) Numerário: O mais alto grau e menos comum, habitualmente existe uns sete.
B) Supranumerário: O mais alto grau de Monsenhor encontrado fora de Roma.

2. Prelado de Honra de Sua Santidade: Antes era chamado de "Prelado Doméstico");

3. Capelão de Sua Santidade. Antes era chamado de "Camareiro Papal” ou "Capelão privado” e ainda "Capelão Secreto”.
Quando se escolhe um Administrador Diocesano na Sé Vacante , o mesmo por costume recebe o título de “Protonotário Apostólico Numerário” de modo temporário. São monsenhores titulares, ou seja, ate que estejam na posse do cargo, e por isso devem ser tratados de “monsenhores”.

Os “monsenhores temporários” têm o privilégio de usar uma Manteleta de cor Negra. E por isso em alguns países ele é chamado de “Negro Protonotário”. Os títulos honoríficos como o de “Monsenhor” não são considerados adequados para um sacerdote do clero religioso.

Requisitos para receber o título de Monsenhor:


A Secretaria de Estado do Vaticano determinou após o Concilio Vaticano II e encaminhou a Congregação para o Clero que para receber o título de:

  • Monsenhor Capelão de Sua Santidade. O sacerdote deve ter no mínimo: 35 anos de idade e 10 de sacerdócio.
  • Monsenhor Prelado de Honra: O sacerdote deve ter no mínimo: 45 anos de idade e 15 de sacerdócio.
  • Monsenhor Protonotário Apostólico supranumerário: O sacerdote deve ter no mínimo: 55 anos de idade e 20 de sacerdócio.
  • Obs.: Aquele que já tiver o título de vigário-geral não deve ser nomeado apenas Capelão Papal e sim Prelado de Honra.

Por fim: Os protonotários numerários continuam o trabalho do Colégio dos Protonotários e ainda possuem alguns deveres no trato dos documentos papais. Outros superiores da cúria Romana que não são bispos são tratados como protonotários numerários. A estes se incluem os auditores da Rota Romana, quatro clérigos da Câmara Apostólica e alguns outros.

sábado, 22 de agosto de 2009

Um brasileiro na Basilica Vaticana



Pe. Flávio Medeiros, foi ordenado presbítiero e incardinado na Arquidiocese de Natal em agosto de 2005.


quarta-feira, 19 de agosto de 2009

segunda-feira, 27 de julho de 2009

Inclinação da cabeça na missa


Observo em praticamente 99% das comunidades que visito , quando o padre fala o nome da Virgem Maria na missa, quase ninguém inclina a cabeça. Provavelmente por falta de conhecimento litúrgico , os poucos que inclinam são os acólitos. As vezes nem o próprio sacerdote inclina.(lamentável!!)

A inclinação quer expressar "a reverência e a honra que se atribuem às próprias pessoas ou aos seus símbolos". (Pe. Aldazábal - Presidente do Centro Pastoral de Barcelona) .

A instrução do Missal romano nos ensina que devemos fazer inclinação da cabeça quando o sacerdote fala :

" A Virgem Maria, Mãe de Deus..."
"Por nosso Senhor Jesus Cristo.."
"vos abençoe em nome do Pai, do Filho e do Espirito Santo".

OBS 1:A benção final , todos devem se inclinar, mesmo sem o padre ou diácono mandarem.

"se for usada a oração sobre o povo ou a fórmula da bênção solene , o diácono diz: inclinai-vos para receber a bênção. Dada a bênção pelo sacerdote... " (IGMR 185).

OBS 2: Lembrando que na Missa de Paulo VI (pós concilio) não se pode ajoelhar-se para receber a benção final como é na Missa tridentina.

sábado, 25 de julho de 2009

O rito da Paz na Missa (Paulo VI)


Segundo o Missal Romano e a instrução Redemptionis Sacramentum, comecemos pelo mais básico: ao terminamos de rezar o “Pai Nosso” e não respondemos “amém”, porque há um complemento a oração que Nosso Senhor nos ensinou que é a oração que o sacerdote, de braços abertos reza:

Livrai-nos de todos os males, ó Pai,e dai-nos hoje a vossa paz.

Ajudados pela vossa misericórdia,sejamos sempre livres do pecado

e protegidos de todos os perigos,enquanto, vivendo a esperança,

aguardamos a vinda de Cristo Salvador.

Esta oração é a continuação direta do Pai Nosso, onde, por nós, o sacerdote pede a paz e nossa libertação do mal e do pecado, enquanto aguardamos a Segunda Vinda de Cristo. Então, confiantes nós respondemos:

Vosso é o reino, o poder e a glória para sempre!

Então, sozinho e de braços abertos, o sacerdote reza a oração pela Paz. Mas, não são todos que rezam esta oração? Não! Isso foi um “erro” litúrgico que se difundiu e, infelizmente, tornou-se comum. Porém, é apenas o sacerdote ordenado que age in persona Christi, ou seja, na pessoa de Cristo que clama, como primeiro representante de toda a Igreja, pela paz. Recapitulando, o sacerdote sozinho e de braços abertos reza:

Senhor Jesus Cristo

dissestes aos vossos Apóstolos:

Eu vos deixo em paz, eu vos dou a minha paz.

Não olheis os nossos pecados,

mas a fé que anima vossa Igreja;

dai-lhe, segundo o vosso desejo,

a paz e a unidade.

(Aqui ele junta as mãos e conclui)

Vós, que sois Deus, com o Pai e o Espírito Santo.

“E nós não fazemos nada, então?”, podem perguntar alguns. Fazemos sim! Nós damos nossa confirmação e anuência ao pedido do sacerdote dizendo “Assim seja!”, com nosso:

Amém.

E aqui vem o mais belo de todos os momentos. Depois de suplicar pela paz a sua Igreja, sendo que nós fazemos parte da Igreja Militante, o sacerdote, nos saúda com a mesma saudação de Jesus Ressuscitado aos apóstolos (Jo 20,21):

A paz do Senhor esteja sempre convosco!

No que respondemos:

O amor de Cristo nos uniu!

E ai está terminado o Rito da Paz e o obrigatório é que se siga, cantando ou rezando, o Cordeiro de Deus (Agnus Dei). “Hey! Mas, aonde está a saudação da paz?”, muito simples, o Missal Romano nos dá a indicação (p. 501, item 129):

Em seguida, se for oportuno (grifo nosso), o diácono ou sacerdote acrescenta estas palavras ou outras semelhantes:

Irmãos e irmãs,

Saudai-vos em Cristo Jesus.

(seguem-se outras fórmulas, no que continua o Missal, na página seguinte):

E todos, segundo o costume do lugar, manifestam uns aos outros a paz e a caridade, o sacerdote saúda o diácono ou o ministro.

Enfim, o Missal não cita a obrigatoriedade da saudação, ao contrário, coloca-a como opcional (a clausula “se for oportuno” indica isso), da mesma forma, ele não fala nada de músicas, cantos ou palmas, nem de passeios pela Igreja, nem do sacerdote vir saudar o povo, ao contrário, a instrução Redemptionis Sacramentum, nos pontos 71 e 72, clareia ainda mais a intenção e o modo sobre como se deve saudar-nos desejando a paz:

[72.] Convém «que cada um dê a paz, sobriamente, só aos mais próximos a si. O sacerdote pode dar a paz aos ministros, permanecendo sempre dentro do presbitério, para que não altere a celebração. Faça-se do mesmo modo se, por uma causa razoável, deseja dar a paz a alguns fiéis». «No que se refere ao significado (sinal) para se desejar a paz, estabeleça, a Conferência de Bispos, qual é a forma mais apropriada», com o reconhecimento da Sé apostólica, «de acordo com a idiossincrasia (características próprias) e os costumes dos povos».

O sacerdote não deve deixar o altar, podendo (outra clausula de possibilidade) saudar apenas o ministro ou ministros e os fiéis que, se for oportuno, irão saudá-lo deverão subir ao altar. Não se fale nada de música para o momento, o que deve supor-se que, por ser um momento brevíssimo e austero, não faria sentido tê-las e nem possível porque a rapidez do mesmo não o permitiria.


Escrito por SILVA, Michel Pagiossi JAN/2009 - São Paulo-SP
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